Ecos Do Jiu-Jitsu

O jiu-jitsu é ferramenta. Jesus é o fundamento.

Missionário Thiago Paixão

2/2/20264 min read

Nos meus tempos livres, gosto de praticar jiu-jitsu e de conversar com as pessoas. Sempre gostei de ouvir histórias, trocar ideias, aprender com o outro. Hoje entendo que Deus já estava me treinando ali, no simples ato de ouvir.

Atualmente, sirvo como missionário em Guarapari, no Espírito Santo. Quando cheguei aqui, senti o impacto da diferença cultural. O capixaba é mais reservado, mais fechado do que o mineiro. No início, confesso que foi desafiador. Mas Deus me ensinou que o amor rompe barreiras que a cultura constrói.

Sou professor de Hermenêutica e do livro de Atos em uma escola teológica de formação missioneira. Ensinar a Palavra de Deus é um privilégio que me constrange todos os dias. Também sou professor de jiu-jitsu — sou faixa preta no esporte — e vejo claramente que Deus transformou o tatame em altar.

Muitas pessoas me perguntam:
“Como você consegue unir jiu-jitsu e Jesus?”

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1 ranking capixaba 2024

E eu sempre respondo:
Jesus chegou primeiro!

O jiu-jitsu é ferramenta. Jesus é o fundamento.
O esporte potencializou princípios que Deus já havia colocado em mim: disciplina, perseverança, honra, autocontrole. Ele se tornou uma ponte entre mim e pessoas que talvez nunca entrassem em uma igreja.

Curiosamente, eu não tive aquele “chamado dramático”. Não ouvi uma voz audível. Eu simplesmente comecei a ler a Bíblia… e algo queimava dentro de mim. Era um desejo profundo de conhecer mais, de me envolver mais, de viver aquilo que eu estava lendo. Foi assim que começou.

O versículo que marcou minha conversão foi o Salmo 119:71:
“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.”
E como aprendi isso na prática…

2025 foi, sem dúvida, o ano mais difícil da minha vida em relação à saúde. Enfermidades me limitaram. Não conseguia dar aulas como antes. Não conseguia competir. Meu corpo, que sempre foi instrumento de trabalho e ministério, parecia me trair.

Foram dias de frustração.
Dias em que eu me perguntava por quê.
Dias em que minha fé foi provada no silêncio.

Mas foi ali, na fraqueza, que Deus me ensinou dependência. Aprendi que não sou definido pelo que faço, mas por quem Ele é em mim.

Carrego comigo uma frase que repito sempre:
“Uma mente vazia é oficina do diabo.”

Por isso busco estar sempre ativo, produzindo, servindo, aprendendo. Corpo e mente precisam estar alinhados com o propósito.

Uma das experiências que mais marcou minha caminhada foi no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu. Eu estava na semifinal. Do outro lado, um adversário que havia se tornado amigo. Ele hesitou em lutar comigo. Ficou em dúvida.
Naquele momento, algo muito forte veio ao meu coração.
Eu disse a ele que poderia passar.

Anos antes, Jesus havia feito algo por mim que eu jamais poderia pagar. Naquele dia, senti que deveria fazer por ele algo que marcasse sua vida. Eu o deixei passar para que pudesse falar de Jesus para ele.

As pessoas não entenderam. Muitos acharam loucura.
Mas dentro de mim havia uma alegria indescritível. Eu sabia que estava respondendo a um chamado silencioso que Deus havia plantado no meu coração: fazer do jiu-jitsu uma ponte entre Ele e as pessoas.

E falando em transformação… há uma história que nunca esqueço.

Um dia, durante um evangelismo, encontrei um homem chamado São João. Ele estava bêbado na rua, desacreditado, quebrado pela vida. Compartilhei a mensagem de Cristo com ele. Não foi um discurso perfeito. Foi apenas amor e verdade.

Hoje, ele é presbítero na sua igreja.
Toda vez que nos encontramos, ele me agradece.
Mas, no fundo, eu sei que o mérito é de Jesus.
Eu só fui instrumento.

Meu nome é Thiago Paixão.
Sou natural de Contagem, Minas Gerais — terra de gente simples, acolhedora, de coração aberto. E talvez tenha sido ali que Deus começou a moldar o meu.

Sou casado com a Mara, minha companheira de fé e de missão. Ela é meu porto seguro. Juntos, Deus nos confiou dois presentes preciosos: Petrus e Pietra. Minha família é meu primeiro ministério, meu maior campo missionário e minha maior responsabilidade diante do Senhor.

Se você deseja orar por mim e pela minha família, peço:

🙏Pela minha vida espiritual.
🙏Pela vida espiritual da minha esposa e dos meus filhos.
🙏Pelos meus amigos que ainda não conhecem a Cristo, para que haja transformação verdadeira.

Nossa missão pode ser apoiada de várias formas:

🙏 Com oração
💝 Com investimento
🤝 Com parceria.
Mas acima de tudo, com corações dispostos a fazer parte daquilo que Deus está fazendo.

📲+55 (27) 98133-8837

Eu sou apenas um homem comum, salvo por um Deus extraordinário.
Um missionário improvável.
Um faixa preta que aprendeu que a maior vitória não acontece no tatame — acontece na rendição aos pés de Cristo.

E enquanto eu tiver fôlego, quero ser ponte.
Entre Deus e as pessoas.