Ecos Na Amazônia
Se eu não viver para servir, já não sirvo para mais nada!
Missionário Pr Ricardo Dias
5/8/20244 min read


Quando tenho um tempo livre, gosto de descansar e fazer passeios com minha família. Esses momentos simples me lembram por que vale a pena continuar — porque a missão nunca é apenas sobre lugares, mas sobre vidas.
Hoje estamos servindo entre o povo Sateré-Mawé, na cidade de Maués, no Amazonas. Mas minha caminhada missionária não começou aqui.
Tudo começou no dia em que senti a chama missionária arder dentro do meu coração. Não foi algo barulhento por fora, mas por dentro era impossível ignorar. Eu sabia que Deus estava me chamando para ir além. Primeiro fui para o Piauí. Depois Maranhão. Em seguida Pará. E agora, pela graça de Deus, estamos no coração da Amazônia.
Cada lugar deixou marcas em mim. Mas aqui, entre o povo Sateré-Mawé, Deus tem me ensinado de maneira profunda.
A cultura local é rica, viva, cheia de significado. Uma das coisas que mais nos tocou foi a tradição do guaraná. Todos os dias, as mulheres ralam o guaraná em bastão sobre a pedra, dentro de uma cuia com água. Depois, a cuia passa de mão em mão, para que todos participem. Não é apenas uma bebida — é comunhão, é identidade, é pertencimento.
E foi ali que entendi: para levar o Evangelho, primeiro precisamos amar o povo.
Mas o campo missionário também tem seus vales.
Um dos nossos maiores desafios recentes tem sido alcançar as aldeias de cabeceiras. Para chegar até elas, viajamos em uma canoa de alumínio, enfrentando os perigos da floresta amazônica. São horas… às vezes dias… subindo rios, cortando a mata, lidando com o desconhecido.
Há momentos em que o silêncio da floresta é profundo. Momentos em que o cansaço bate forte. Momentos em que só a certeza do chamado nos faz continuar remando.
Mas então vêm os frutos — e tudo faz sentido.
Pela graça de Deus, várias pessoas indígenas têm sido alcançadas e impactadas pelo Evangelho através do nosso ministério. Mas há uma história que guardo com carinho especial no coração.
Um jovem indígena que alcançamos decidiu caminhar conosco. Ele começou a nos acompanhar nas viagens, nas visitas, nas orações. E depois de viver tudo isso de perto, tomou uma decisão que me emocionou profundamente: ele também queria ser missionário.
Hoje ele está fazendo seminário teológico com esse propósito.
Quando vejo isso, meu coração se enche de gratidão. Porque entendo que a missão não termina em quem vai — ela continua em quem é despertado.
Existe uma frase que carrego como um fogo dentro de mim:
“Se eu não viver para servir, já não sirvo para mais nada.”
E é por isso que continuo.
João 3:16 -Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
A obra missionária na Amazônia ainda precisa de muitos corações dispostos.
Talvez você não precise atravessar rios em uma canoa de alumínio…
Mas alguém precisa da sua oração.
Alguém precisa do seu envio.
Alguém precisa da sua disposição.
Porque quando um coração decide obedecer, até os rios mais longos se tornam caminhos para o Evangelho avançar. 🌿🚣♂️✨
Meu nome é Ricardo Dias, natural de Belém do Pará.
E Sou missionário no Amazonas brasileira.
Sou casado com minha amada esposa, a professora e missionária Lívia Emília, e juntos Deus nos confiou dois presentes preciosos: nossas filhas, Elisama e Evily Raquel.


Nós não conseguimos avançar sozinhos.
A missão na Amazônia é construída por muitos joelhos que se dobram, por mãos que semeiam e por corações que dizem “sim” mesmo estando longe.
Você pode adotar nossa missão em suas orações. Pode parecer invisível aos olhos humanos, mas é no secreto que as maiores batalhas espirituais são vencidas. Quando você ora por nós, você está navegando conosco pelos rios, está entrando conosco nas aldeias, está participando de cada vida alcançada.
Você também pode se tornar um parceiro financeiro nos projetos que Deus tem colocado diante de nós. Cada oferta não é apenas um valor — é combustível missionário. É a diferença entre parar e avançar. É a ponte que nos permite chegar onde muitos ainda não chegaram.
Se Deus falar mais forte ao seu coração, você pode vir servir conosco, em tempo integral ou parcial. O campo é grande. As aldeias continuam esperando. Há espaço para quem deseja viver algo que marque a eternidade.
E há ainda uma forma poderosa de participar: sendo um divulgador da missão. Quando você compartilha, você amplia a rede de milagres. Você nos ajuda a encontrar outros corações que Deus já está preparando.
Hoje carregamos alguns pedidos de oração muito específicos, que brotam do profundo do nosso coração:
🙏 Pela salvação e libertação do povo Sateré-Mawé para Cristo — que a luz do Evangelho brilhe onde ainda há trevas.
🙏 Pela saúde, direção, inspiração e disposição de todos que fazem parte da missão — porque o campo é exigente, e dependemos diariamente da graça de Deus.
🙏 Pelo estabelecimento e fortalecimento espiritual da igreja indígena — para que ela cresça firme, enraizada e cheia do Espírito.
🙏 Para que Deus levante obreiros locais capacitados — homens e mulheres da própria terra, chamados para o avanço da obra.
As necessidades ainda são muitas. Precisamos de mais obreiros. Precisamos de recursos financeiros. Precisamos de parceiros que entendam que a missão não é de um homem, mas do Reino.
Se, ao ler estas palavras, você sentiu algo se mover dentro do seu coração… talvez seja Deus te convidando a caminhar conosco.
Juntos, podemos alcançar lugares onde sozinhos jamais chegaríamos.
A Amazônia ainda clama.
E a missão continua.
🌿🔥
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